IRMÃO SOL E IRMÃ LUA

IRMÃO SOL E IRMÃ LUA

A VINDA DE JESUS

A VINDA DE JESUS

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
Pastai as nossas almas, nos verdes prados do Senhor!

CÂNTICO DAS CRIATURAS - "SANTA CLARA E S. FRANCISCO DE ASSIS"

CÂNTICO DAS CRIATURAS - "SANTA CLARA E S. FRANCISCO DE ASSIS"

Louvado seja Deus!

Louvado seja Deus!
Como são lindas as aves do céu!

Origada Senhor porque criastes o mundo!

Origada Senhor porque criastes o mundo!
E as criaturas da terra!

SÍMBOLO DA PAZ

Chegará o dia em que o Homem conhecerá o íntimo dos animais. E neste dia um crime contra um animal, será considerado um crime contra a Humanidade. Leonardo da Vinci

IMAGEM TERNURENTA DOS LEÕES

IMAGEM TERNURENTA DOS LEÕES
“…Chegará o tempo em que os lobos e os carneirinhos pastarão juntos, os leões comerão palha como bois, e as cobras não atacarão mais ninguém…” Isaías 65:25

BEATA CHIARA LUCE. Rogai por nós!

CHIARA LUCE - uma santa do século XXI

CHIARA LUCE - uma santa do século XXI glitters

CHIARA LUCE - uma santa do século XXI - morreu em 1990 com 18 anos,desportista, fazia parte do movimento Focolares em Itália. Beatificada pelo Papa Bento XVI em 25 de Setembro de 2010

TOTUS TUUS

Beato João Paulo II - 01 de Maio de 2011 - Rogai por nós! Abençoai os jovens!

JESUS E AS CRIANÇAS

recados para orkut


Jesus disse: deixai vir a mim as criancinhas, pois delas é o reino do céu.
Orações



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

INVERNO



Santo Antonio prega aos peixes


Querendo Cristo bendito demonstrar a grande santidade de seu fidelíssimo servo monsior Santo Antônio, e como se devia ouvir devotamente sua pregação e sua doutrina santa, pelos animais irracionais, uma vez entre outras, isto é, pelos peixes, repreendeu a insensatez dos infiéis heréticos, como no velho Testamento tinha repreendido a ignorância de Balaão pela boca de uma burra. Estando certa vez Santo Antônio em Rimini, onde havia uma grande multidão de hereges, querendo reconduzi-los à luz da verdadeira fé e ao caminho da verdade, pregou-lhes por muitos dias e disputou sobre a fé de Cristo e sobre a Santa Escritura. Mas como eles, não só não consentiram com suas santas palavras mas até, como endurecidos e obstinados, não quiseram ouvi-lo, Santo Antônio, um dia, por divina inspiração foi para a beira de um rio ao lado do mar.
Estando assim na margem entre o rio e o mar, começou a dizer, como numa pregação, da parte de Deus para os peixes:

“Ouvi a palavra de Deus, vós, peixes do mar e do rio, pois os infiéis hereges não querem ouvir”.

Quando ele falou assim, subitamente veio à margem uma multidão tão grande de peixes, grandes, pequenos e médios, que nunca se viram tantos nem naquele mar nem naquele rio. E todos mantinham a cabeça fora da água, e todos estavam atentos para o rosto de Santo Antônio, todos na maior paz, mansidão e ordem, pois, na frente e perto da margem estavam os peixinhos menores, e depois deles estavam os peixes médios, depois, atrás, onde a água era mais funda, estavam os peixes maiores.

Estando, portanto, colocados os peixes nessa ordem e disposição, Santo Antônio começou a pregar solenemente e disse assim:

“Meus irmãos peixes, vós tendes muito que agradecer ao vosso Criador, de acordo com a vossa possibilidade, porque vos deu um elemento tão nobre para vossa habitação, de modo que, como vos agrada, tendes águas doces e salgadas, e vos deu muitos refúgios para escapardes das tempestades. Deu-vos ainda um elemento claro e transparente e comida para vós poderdes viver. Deus nosso criador, cortês e benigno, quando vos criou, deu a ordem de crescer e de vos multiplicardes, e vos deu sua bênção. Pois quando houve o dilúvio geral e todos os outros animais morreram, Deus preservou só a vós sem dano. E ainda vos deu as barbatanas para irdes aonde quiserdes. A vós foi concedido, por ordem divina, guardar o profeta Jonas e no terceiro dia jogá-lo na terra, são e salvo. Vós oferecestes o dinheiro do censo para nosso Senhor Jesus Cristo, que ele, como pobre, não podia pagar. Vós fostes comida do eterno rei Jesus Cristo antes e depois da ressurreição, por um singular mistério. Por todas essas coisas tendes muito o dever de louvar e bendizer Deus, que vos deu tais e tantos benefícios, mais do que às outras criaturas”.

Diante destas e outras palavras e ensinamentos de Santo Antônio, os peixes começaram a abrir a boca e inclinaram as cabeças. Com esses e outros sinais de reverência, como lhes era possível, louvaram a Deus. Então Santo Antônio, vendo tanta reverência dos peixes diante de Deus criador, alegrando-se em espírito, disse em voz alta:

“Bendito seja Deus eterno, pois os peixes da água honram-no como não o fazem os homens hereges, e ouvem melhor a sua palavra os animais irracionais que os homens infiéis”.

E quanto mais Santo Antônio pregava, mais crescia a multidão dos peixes, e nenhum saía do lugar que tinha tomado. Diante desse milagre, começou a acorrer o povo da cidade, e vieram até os sobreditos hereges que, vendo o milagre tão maravilhoso e manifesto, compungidos no coração, lançavam-se todos aos pés de Santo Antônio para ouvir a sua pregação. Então Santo Antônio começou a pregar sobre a fé católica, e pregou tão nobremente, que converteu todos aqueles hereges, e eles voltaram à verdadeira fé de Cristo. E todos os fiéis ficaram confortados e fortificados na fé, com enorme alegria. E, feito isso, Santo Antônio despediu os peixes com a bênção de Deus, e todos foram embora com maravilhosos atos de alegria, e, de maneira semelhante, também o povo. Depois, Santo Antônio esteve em Rimini por muitos dias, pregando e fazendo muito fruto espiritual de almas.

IFioretti
fonte: blog Almas Castelos (cortesia)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011


Obra do Criador!

domingo, 13 de fevereiro de 2011



Vós sois o meu Amor!

Jesus desprende o seu braço da Cruz e abraça S. Francisco


Quem disse que o leão e o cordeiro não são irmãos e fazem parte da mesma obra do Criador?...

A tribo de Judá

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Carta de São Francisco de Assis


A todos os podestades, cônsules, juízes e regentes no mundo inteiro, e a todos quantos receberem esta carta, Frei Francisco, mísero e pequenino servo no Senhor, deseja saúde e paz.

Considerai e vede que se aproxima o dia da morte (Gn 47,29). Peço-vos, pois, com todo o respeito de que sou capaz que, em meio aos cuidados e solicitudes que tendes neste século, não esqueçais o Senhor nem vos afasteis dos seus mandamentos. Pois todos aqueles que O deixam cair no esquecimento e se afastam dos seus mandamentos são amaldiçoados (Sl 118,21) e serão por Ele entregues ao esquecimento (Ez 33,13). E quando chegar o dia da morte, tudo o que entendiam possuir ser-lhes-á tirado (Lc 8,18). E quanto mais sábios e poderosos houverem sido neste mundo, tanto maiores tormentos padecerão no inferno (Sb 6,7).

Por isso aconselho-vos encarecidamente, meus senhores, que deixeis de lado todos os cuidados e solicitudes e recebais com amor o santíssimo corpo e o santíssimo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, por ocasião de sua santa memória.

Diante do povo que vos foi confiado, prestai ao Senhor este testemunho público de veneração: todas as tardes mandai proclamar por um pregoeiro, ou anunciai por algum sinal, que todo o povo deverá render graças e louvores ao Senhor Deus todo-poderoso. E se não o fizerdes, sabei que haveis de dar conta perante vosso Senhor Jesus Cristo no dia do juízo.

Os que levarem consigo este escrito e o observarem saibam que serão abençoados por Deus nosso Senhor

(Escritos e biografias de São Francisco de Assis, 7ª edição, Editora Vozes, Petrópolis, 1996, pp. 98-99).
fonte: blog Almas Castelos

MARIA, NOSSA MÃE DO CÉU!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A formiguinha e a neve


Numa certa manhã de inverno uma formiga saía para o seu trabalho diário.
Já ia longe procurar comida quando um floco de neve caiu, prendendo o seu pezinho.
Aflita, vendo que ali poderia morrer de fome e frio, a formiga olhou para o Sol e pediu:

- Sol, tu que és tão forte, derreta a neve e desprenda o meu pezinho?
E o Sol, indiferente, respondeu:
- Mais forte que eu é o muro que me tapa.
Então a pobre formiguinha disse:
- Muro, tu que és tão forte, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho? E o muro rapidamente respondeu:
- Mais forte que eu é o rato, que me rói.
A formiga, quase sem fôlego, perguntou:
- Rato, tu que és tão forte, que rói o muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
E o rato falou bem rápido:
- Mais forte que eu é o gato que me come.
A formiga então perguntou ao gato:
- Tu que és tão forte, que come o rato, que rói o muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
O gato responde sem demora:
- Mais forte que eu é o cachorro, que me persegue.
A formiguinha estava cansada e, mesmo assim, perguntou ao cachorro:
- Tu que és tão forte, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?

- Mais forte que eu é o homem, que me bate.
Pobre formiga! Quase sem força, perguntou ao homem:
- Tu que és tão forte, que bate no cachorro, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
O homem olhou para a formiga e respondeu:
- Mais forte que eu é Deus, que tudo pode.
A formiga olhou para o céu e perguntou a Deus:
- Tu que és tão forte que tudo pode, desprenda o meu pezinho?

E Deus, que ouve todas as preces pediu à primavera que chegasse com seu carro dourado triunfal enchendo de flores os campos e de luz os caminhos, e vendo que a formiga estava quase morrendo, levou-a para um lugar onde não há inverno e nem verão e onde as flores permanecem para sempre.
" João de Barro"
Gosto muito dessa fábula, pois ela me faz reflectir:

Quantas vezes temos esse Deus maravilhoso ao nosso lado, e procuramos as pessoas erradas para nos ajudar. A formiguinha teve sorte do homem ter reconhecido que Deus era mais forte que Ele, mas muitos de nós não temos essa mesma sorte, e buscamos ajuda com quem não conhece a Deus e nos levam ao fundo do poço.
Deus está connosco, em todos os momentos da nossa vida, sejam eles tristes ou felizes, Ele sempre está juntinho de nós. E o segredo para que possamos sentir a sua presença, é abrir o coração e deixar que Ele entre e seja o Senhor da nossa vida.

A formiguinha podia não ter sofrido tanto, se tivesse ido directo aos braços do Pai.

Saiba que nosso Deus é muito maior que os nossos problemas.

Deus te ama!

( Profª Leiliane Vieira)
Fonte: facebook /Glória)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011



Para Jesus e Maria, com todo o meu amor e carinho!

São Francisco e Frei Bernardo


Frei Bernardo era de tanta santidade que São Francisco tinha muita reverência para com ele e muitas vezes o louvava. Um dia em que São Francisco estava devotamente em oração, Deus lhe revelou que Frei Bernardo, por divina permissão, deveria suportar muitas, diversas e pungentes batalhas por parte dos demônios. Por isso, tendo grande compaixão pelo dito Frei Bernardo, a quem amava como se fosse seu filho, ficou rezando muitos dias com lágrimas, rogando a Deus por ele e recomendando-o a Jesus Cristo, que ele devia vencer o demônio. E orando assim São Francisco devotamente, um dia Deus lhe respondeu:

“Francisco, não temas, porque todas as tentações pelas quais Frei Bernardo deve ser combatido, foram-lhe permitidas por Deus para exercício da virtude e coroa do mérito; e no fim ele vai vencer todos os inimigos, porque ele é um dos comensais do céu”.

São Francisco teve uma enorme alegria com essa resposta e agradeceu a Deus. E desde aquela hora sempre teve o maior amor e reverência por ele. E bem que o demonstrou para ele, não só durante a sua vida, mas especialmente na morte. Pois, quando São Francisco chegou à morte, à maneira daquele santo patriarca Jacó, estando ao seu redor os devotos filhos, condoendo-se e chorando por causa da partida de tão amável pai, perguntou:

“Onde está o meu primogênito? Vem cá, filho para que a minha alma te abençoe, antes que eu morra”.

Então Frei Bernardo disse em segredo a Frei Elias (que era o Vigário da Ordem):

“Pai, vai à mão direita do santo, para que te abençoe”.

E pondo-se Frei Elias do lado da mão direita, São Francisco, que tinha perdido a vista pelas demasiadas lágrimas, pôs a mão direita sobre a cabeça de Frei Elias e disse:

“Esta não é a cabeça do primogênito Frei Bernardo”.

Então Frei Bernardo aproximou-se dele do lado da mão esquerda, e então São Francisco cruzou os braços em forma de cruz e pôs a mão direita sobre a cabeça de Frei Bernardo, e a esquerda sobre a cabeça do dito Frei Elias e disse:

“Frei Bernardo, que te abençoe o Pai do nosso Senhor Jesus Cristo com toda bênção espiritual e celestial em Cristo, e como tu és o primogênito escolhido nesta Ordem santa para dar exemplo evangélico, para seguir Cristo na evangélica pobreza: como não só tu deste tudo que era teu e distribuíste inteira e livremente aos pobres pelo amor de Cristo, mas ainda ofereceste a ti mesmo a Deus nesta Ordem em sacrifício de suavidade. Que, então, tu sejas abençoado pelo nosso Senhor Jesus Cristo e por mim, seu servo pobrezinho, com bênçãos eternas, andando ou parando, vigiando ou dormindo, e vivendo ou morrendo; e quem te abençoar seja repleto de bênçãos, e se alguém te amaldiçoar não ficará sem punição. Que sejas o principal de teus irmãos e que à tua ordem todos os frades obedeçam; tens licença de receber nesta Ordem quem quiseres, que nenhum frade seja teu senhor, e que te seja lícito ir ou ficar onde te aprouver”.

E depois da morte de São Francisco, os frades amavam e reverenciavam a Frei Bernardo como um pai venerável. E quando ele chegou à morte, vieram a ele muitos frades de diversas partes do mundo; entre os quais veio aquele hierárquico e divino Frei Egídio que, vendo Frei Bernardo, disse com grande alegria:

“Sursum corda, Frei Bernardo, sursum corda”.

E Frei Bernardo santo disse a um frade em segredo que preparasse para Frei Egídio um lugar apto para a contemplação, e assim foi feito. Estando Frei Bernardo na última hora da morte, fez com que o endireitassem, e falou aos frades que estavam na sua frente, dizendo:

“Caríssimos irmãos, eu não vou dizer-vos muitas palavras, mas vós deveis considerar que o estado da Religião que eu tive, vós tendes, e isso que eu tenho agora, vós ainda tereis. E encontro isto na minha alma, que por mil mundos iguais a este eu não quereria ter servido a outro senhor senão a nosso Senhor Jesus Cristo. E de toda ofensa que eu fiz, me acuso e entrego minha culpa ao meu Salvador Jesus Cristo e a vós. Peço-vos, meus irmãos caríssimos, que vos ameis juntos”.

E depois dessas palavras e de outros bons ensinamentos, repôs-se na cama, ficou com o rosto esplêndido e mais do que alegre, com admiração de todos os frades; e naquela alegria a sua alma santíssima, coroada de glória, passou da vida presente à vida feliz dos anjos.
Para louvor de Jesus Cristo e do pobrezinho Francisco. Amém.

I FIORETTI de São Francisco de Assis

domingo, 16 de janeiro de 2011

Santa Clara e o sinal da Cruz


Conta-se na biografia de Santa Clara que enquanto Frederico II danificava os Estados da Igreja, bandos de sarracenos sob suas ordens, cercaram Assis, onde, perto dos muros da cidade havia um próspero instituto de religiosas.
Os invasores já estavam para entrar no convento e causar toda a espécie de danos às castas religiosas, quando a superiora e fundadora, Santa Clara, mandou buscar na capela o S. Cibório, onde se achavam as hóstias consagradas e, indo para a porta do convento, fez, diante dos soldados, esta oração:
Oh! Senhor, não abandoneis nas mãos destes ferozes sarracenos as almas de vossas servas.
Fez então o sinal da Cruz com o Cibório e os sarracenos, como que atingidos por um raio, uns cegados, outros tomados de horrível pânico, se precipitaram uns sobre os outros e fugiram, deixando livre o convento e a cidade.
(OS GRANDES PORQUES DA COMUNHÃO FREQUENTE – Pe Luiz Chiavarino – Pia Sociedade São Paulo , S.P. , Ia edição, 1940, p. 43).

fonte: AASCJ

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


Sem comentários...

domingo, 21 de novembro de 2010

Cântico do irmão Sol (ou Cântico das Criaturas)


(Quase cego, sozinho numa cabana de palha, em estado febril e atormentado pelos ratos, São Francisco deixou para a humanidade este canto de amor ao Pai de toda a Criação.
A penúltima estrofe, que exalta o perdão e a paz, foi composta em Julho de 1226 no palácio episcopal de Assis, para pôr fim a uma desavença entre o Bispo e o Prefeito da cidade. Estes poucos versos bastaram para impedir a guerra civil.
A última estrofe, que acolhe a morte, foi composta no começo de Outubro de 1226).

Altíssimo, onipotente e bom Deus,
Teus são o louvor, a glória, a honra
e toda benção.

Só a Ti, Altíssimo, são devidos,
e homem algum é digno
de Te mencionar.

Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as Tuas criaturas.
Especialmente o irmão Sol,
que clareia o dia
e com sua luz nos ilumina.

Ele é belo e radiante,
com grande esplendor
de Ti, Altíssimo é a imagem.

Louvado sejas meu senhor,
pela irmã Lua e as Estrelas,
que no céu formastes claras,
preciosas e belas.

Louvado sejas meu Senhor,
pelo irmão Vento,
pelo ar ou neblina,
ou sereno e de todo tempo
pelo qual as Tuas criaturas dais sustento.

Louvado sejas meu Senhor,
pela irmã Água,
que é muito útil e humilde
e preciosa e casta.

Louvado sejas meu Senhor,
pelo irmão Fogo,
pelo qual iluminas a noite,
e ele é belo e jucundo
e vigoroso e forte.

Louvado sejas meu Senhor,
pela nossa irmã a mãe Terra,
que nos sustenta e nos governa,
e produz frutos diversos,
e coloridas flores e ervas.

Louvado sejas meu Senhor,
pelos que perdoam por teu amor
e suportam enfermidades e tribulações.

Bem aventurados os que sustentam a paz,
que por Ti, Altíssimo serão coroados.

Louvado sejas meu Senhor,
pela nossa irmã a morte corporal,
da qual homem algum pode escapar.

Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
conforme à Tua Santíssima vontade,
porque a segunda morte não lhes fará mal.

Louvai e bendizei a meu Senhor,
e daí lhes graças
e servi-O com grande humildade.

Amém.

sábado, 20 de novembro de 2010

A lenda de S. Francisco de Assis e o lobo



Andava o povo assustado
A fazer a montaria
Ao grande lobo esfaimado
Que tanto mal lhe fazia.

Ele levava nos dentes,
Agudos e carniceiros,
Os meninos inocentes
Que são os alvos cordeiros.

E as pessoas assaltando,
Vinha de noite, em segredo,
Com os seus olhos chamejando,
Encher a gente de medo.

Ora S. Francisco era
Incapaz de querer mal
Mesmo que fosse uma fera,
Até ao tigre-real.

Tinha tão bom coração
Que homens e bichos o amavam
E as andorinhas poisavam
Na palma da sua mão

E como ele desejava
Que tudo vivesse em paz,
Enquanto o povo caçava,
O Santo, o Poeta que faz?

Procura o lobo cruel,
E, tendo-o encontrado enfim,
Chamou-o, e foi para ele,
Sorriu e falou-lhe assim:

- Eu sei porque fazes mal,
Eu sei o que te consome:
Tu és tão mau, afinal,
Tu és mau porque tens fome.

Pois bons amigos seremos,
Para nosso e teu descanso
E de comer te daremos
Para poderes ser manso.

Promete que hás-de emendar
De vida neste momento;
E, em sinal de juramento,
Levanta a pata ao ar
E põe-na na minha mão!

Jurou o lobo e cumpriu
Depois a gente o viu
Tão mansinho como um cão.

Afonso Lopes Vieira

Frases de São Francisco de Assis

Ao servo de Deus nada deve desagradar senão o pecado...

"E se por esse motivo tiver de suportar perseguições da parte de alguém, que então o ame ainda mais por amor de Deus."

"Ao servo de Deus nada deve desagradar senão o pecado." "Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, em breve estarás fazendo o impossível."

"Onde a pobreza se une à alegria, não há cobiça nem avareza.

"Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal, da qual homem algum pode escapar. Ai dos que morrerem em pecado mortal! Felizes os que ela achar conformes à tua santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes fará mal!" (O cântico do Irmão Sol)

"E depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho." (Testamento de São Francisco - 1226)

"E o Senhor me deu e ainda me dá tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a forma da santa Igreja Romana, por causa de suas ordens, que, mesmo que me perseguissem, quero recorrer a eles. E hei de respeitar, amar e honrar a eles e a todos os outros como a meus senhores." (Testamento de São Francisco - 1226)

"E como apareceu aos santos apóstolos em verdadeira carne, também a nós e do mesmo modo que eles, enxergando sua carne, não viam senão sua carne, contemplando-o contudo com seus olhos espirituais creram nele como no seu Senhor e Deus (cf. Jo 20,28), assim também nós, vendo o pão e o vinho com os nossos olhos corporais, olhemos e creiamos firmemente que Ele está presente."

São Francisco de Assis

ORAÇÃO DO DIA

Oração do dia 09-08-2010

Ouve, filha, vê e presta atenção,

esquece o teu povo e a casa de teu pai.

De tua beleza se enamora o Rei,

Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

A filha do Rei avança cheia de esplendor:

de brocados de ouro são os seus vestidos.

Com um manto multicor é apresentada ao Rei,

seguem-na as donzelas, suas companheiras.

Cheias de entusiasmo e alegria, entram no palácio do Rei.

Em lugar de teus pais, terás muitos filhos;

estabelecê-los-ás príncipes sobre toda a terra.


Salmo 44 (45)

S. Francisco de Assis - Sermão das aves


Certo dia, Francisco saiu para uma missão. Entre Cannara e Bevagna, num local silvestre, onde havia um pequeno descampado e ao redor muitas árvores de todas as espécies.

Em cima das árvores, voando em revoadas e espalhadas pelo chão no descampado, muitas aves, que cantavam e se confraternizavam com grande alarido.

O Santo falou a seus discípulos: "Esperem um momento, vou pregar às nossas irmãzinhas aves!"

Entrou no campo indo de encontro às aves que estavam no chão. E mal começou a pregar, as que estavam nas árvores desceram. Nenhuma se mexia, embora andando ele passasse perto e mesmo chegasse a roçar nelas com a extremidade de sua veste! E dizia às aves:

"Minhas irmãzinhas aves, vocês devem muito a DEUS, o CRIADOR, e por isso, em todo lugar que estiverem devem louva-LO, porque ELE lhes permitiu que voassem para onde quisessem, livremente, da mesma forma que devem agradecer o alimento que ELE lhes dá, sem que para isso tenham que trabalhar; agradeçam ainda a bela voz que o SENHOR lhes proporciona, que lhes permitem realizar lindas entonações! Vejam, minhas queridas irmãzinhas, vocês não semeiam e não ceifam. É DEUS quem lhes apascenta, quem lhes dá os rios e as fontes, para saciar a sede; quem lhes dá os montes e os vales, para o seu refúgio e lazer, assim como lhes dá as árvores altas, para fazerem os ninhos. Embora não saibam fiar e nem coser, DEUS lhes concede admiráveis vestimentas para todas vocês e seus filhos, porque ELE lhes ama muito e quer o bem estar de vocês. Por isso, minhas irmãzinhas, não sejam ingratas, procurem sempre se esforçarem em louvar a DEUS."
Acabando de dizer-lhes estas palavras, todas as aves num gesto quase uniforme, começaram a abrir os bicos e esticar os pescoços, à medida que abriam as asas e inclinavam reverentemente a cabeça até a terra, cantando, demonstrando assim que Francisco lhes havia proporcionado uma grande satisfação!

Finalmente, São Francisco lhes fez o Sinal da Cruz e deu-lhes licença de se retirarem. Então, todas aquelas aves se levantaram no ar com um maravilhoso canto, e logo se dividiram em revoadas e desapareceram atrás das colinas e das matas.

Conta-se que, dias depois, o Santo foi em companhia de Frei Massau a um lugarejo chamado Alviano, entre Orte e Orvieto. Pararam na praça do Mercado e como sempre, cantaram uma melodia com versos que convidavam a conversão do coração, com a finalidade de reunir o povo. Depois começou a pregar. Entardecia. As andorinhas que ainda hoje fazem ninho nos altos muros e nas torres das construções, voavam de um lado para outro em ciclo contínuo, cantando forte e de modo quase uníssono. Os habitantes do lugarejo que se comprimiam ao redor para ouvir a palavra dele, não estavam conseguindo entender quase nada, porque o barulho das andorinhas era muito intenso. Então, Francisco com a maior tranqüilidade, olhou para elas e com muita doçura disse:

"Irmãs andorinhas, parece-me que agora é minha vez de falar. Já cantaram e falaram bastante! Escutem, pois, a palavra de DEUS e fiquem silenciosas enquanto eu falo!"

Elas pararam e fizeram um grande silêncio, por todo o tempo que ele falou.

Santa Clara de Assis


Santa Clara, negando-se a si mesma e tomando a sua cruz, seguiu o esposo das Virgens que é o Senhor.
Foi a fundadora da ordem das religiosas franciscanas Clarissas. Aos dezoito anos, arrastada por uma irresistível tendência religiosa, fugiu da casa dos pais para se por sob a direcção espiritual de São Francisco de Assis. Este destinou-a para a vida religiosa, numa pequena casa para onde se dirigiram sua mãe e irmã arrastadas pelo seu entusiasmo religioso.
Esta casa foi o primeiro mosteiro das freiras desta ordem. Foi São Francisco que escreveu a regra de vida do mosteiro e o Papa Gregório IX aprovou a sua fundação. A ordem desenvolveu-se de tal maneira que, no século XVIII, contava com perto de 4.000 casas.
Houve um facto marcante que demonstra a fé de Santa Clara, no milagre que ocorreu quando uma freira de sua ordem volta de uma caminhada para conseguir doações para os pobres que iam ao mosteiro. Estava desanimada pois pouco tinha conseguido. Irmã Clara ao vê-la, lhe diz palavras de ânimo e que ela confiasse em Deus. Quando a Irmã Clara se afastou, a outra freira foi pegar o embrulho que trouxera e não mais o aguentou. Tudo dentro dele se havia multiplicado.
Conta-se também que Santa Clara, por meio das suas orações, afastara os sarracenos que sitiavam Assis. Numa invasão ela apanhou o cálice com hóstias consagradas e enfrentou o chefe deles dizendo ser Jesus mais forte que eles. Diante de tal fé eles deixaram Assis em paz e foram para outras localidades.
Por causa desse milagre é que sua imagem é simbolizada com a custódia na mão.
Santa Clara também tem o título de protectora da televisão devido a uma prodigiosa visão que teve. Quando São Francisco morreu seu corpo foi velado na clausura para que as monjas pudessem contemplar-lhe o rosto. Porém, de sua pequena cela sem enfeites, ela viu projectadas nas paredes as imagens do santo e os ritos das solenes funções que se desenvolviam em Santa Maria dos Anjos, onde era a clausura.
Morreu em 1253 e foi canonizada em 1255 pelo Papa Alexandre IV.

Autor: Fr. Cardoso,ofm.

O TAU na vocação Franciscana


O TAU tem a forma da letra grega TAU (T) que é uma cruz.

As duas maiores influências diretas em São Francisco de Assis, em relação ao TAU, foram os antonianos e o Quarto Concílio Luterano.

São Francisco de Assis tomou o TAU e seu significado dos antonianos. Eles eram uma comunidade religiosa masculina, fundada em 1095, cuja única função era cuidar dos leprosos.

Em seus hábitos era pintada uma grande cruz. São Francisco de Assis tinha relações muito familiares com eles, porque trabalhavam no leprosário de Assis, no Hospital de São Brás, em Roma, onde Francisco esteve hospedado.
No princípio de sua conversão, São Francisco de Assis encontrou os antonianos e seu símbolo do TAU. Mas a influência mais forte que fez do TAU um símbolo tão querido para Francisco e pela qual ele se tornou sua assinatura, foi a do Concílio de Latrão. Os historiadores geralmente admitem que São Francisco de Assis estava presente nesse Concílio, no qual o Papa Inocêncio III fez o discurso de abertura, incorporando em sua homilia a passagem de Ezequiel (9,4) que diz que os eleitos, os escolhidos serão marcados com o sinal do TAU: "Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a grandes abominações que na cidade se cometem" e acrescenta: "O TAU é a última letra do alfabeto hebraico e a sua forma representa a cruz, exatamente tal e qual foi a cruz antes de ser nela fixada a placa com inscrição de Pilatos. O TAU é o sinal que o homem porta na fronte quando - como diz o apóstolo - crucifica o corpo com os seus pecados quando diz: 'Não quero gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo' (...) Sejam portanto mestres desta cruz!

fonte: blog S. Francisco de Assis

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Santa Clara de Assis - 750 anos após a sua morte


Rogai por nós!
Grandes Santos - Santa Clara de Assis, luz que iluminou-o mundo.

Oração de Santa Clara

Clara, santa cheia de claridade,
Irmã de São Francisco de Assis,
Intercede pelos teus devotos
Que querem ser puros e transparentes.
Teu nome e teu ser
Exalam o perfume das coisas inteiras
E o frescor do que é novo e renovado.
Clareia os caminhos tortuosos
Daqueles que se embrenham
Na noite do próprio egoísmo
E nas trevas do isolamento.
Clara, irmã de São Francisco,
Coloca em nossos corações
A paixão pela simplicidade,
A sede pela pobreza,
A ânsia pela contemplação.
Te suplico, Irmã Lua,
Que junto ao Sol de Assis
No mesmo céu refulge,
Alcança-nos a graça que,
Confiantes vos pedimos.
Santa Clara, ilumina os passos
Daqueles que buscam a claridade!
Amém

S. FRANSCISCO DE ASSIS


Rogai por nós!

No dia 4 de outubro celebramos São Francisco de Assis, que nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1181 (ou 1182). Filho de um rico comerciante de tecidos, Francisco tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios.

Tentou, como o pai, seguir a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão.

Sonhou então, com as honras militares. Aos vinte anos alistou-se no exército de Gualtieri de Brienne que combatia pelo papa, mas em Spoleto teve um sonho revelador: Foi convidado a trabalhar para "o Patrão e não para o servo".

Suas revelações não parariam por aí. Em Assis, o santo dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia do outono de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: "Francisco, restaura minha casa decadente".

O chamado, ainda pouco claro para São Francisco, foi tomado no sentido literal e o santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. Como resultado, o pai de São Francisco, indignado com o ocorrido, deserdou-o.
Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, São Francisco deu início à sua vida religiosa, "unindo-se à Irmã Pobreza".

A Ordem dos Frades Menores teve início com a autorização do papa Inocêncio III e Francisco e onze companheiros tornaram-se pregadores itinerantes, levando Cristo ao povo com simplicidade e humildade.

O trabalho foi tão bem realizado que, por toda Itália, os irmãos chamavam o povo à fé e à penitência. A sede da Ordem, localizada na capela de Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, próxima a Assis, estava superlotada de candidatos ao sacerdócio. Para suprir a necessidade do espaço, foi aberto outro convento em Bolonha.

Um fato interessante entre os pregadores itinerantes foi que poucos, dentre eles, tomaram as ordens sacras. São Francisco de Assis, por exemplo, nunca foi sacerdote.

Em 1212, São Francisco fundou com sua fiel amiga Santa Clara, a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Já em 1217, o movimento franciscano começou a se desenvolver como uma ordem religiosa. E como já havia ocorrido anteriormente, o número de membros era tão grande que foi necessária a criação de províncias que se encaminharam por toda a Itália e para fora dela, chegando inclusive à Inglaterra.

Sua devoção a Deus não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no corpo as cinco chagas de Cristo, no fenômeno denominado "estigmatização".

Os estigmas não só lhe apareceram no corpo, como foram sua grande fonte de fraqueza física e, dois anos após o fenômeno, São Francisco de Assis foi chamado ao Reino dos Céus.

Autor do Cântico do Irmão Sol, considerado um poeta e amante da natureza, São Francisco foi canonizado dois anos após sua morte.

Em 1939, o papa Pio XII tributou um reconhecimento oficial ao "mais italiano dos santos e mais santo dos italianos", proclamando-o padroeiro da Itália.

domingo, 14 de novembro de 2010

SOL O ASTRO REI


Altíssimo, onipotente e bom Senhor, a ti subam os louvores, a glória e a honra e todas as bênçãos!
A ti somente, Altíssimo, eles são devidos, e nenhum homem é sequer digno de dizer teu nome.

Louvado sejas, Senhor meu, junto com todas tuas criaturas, especialmente o senhor irmão sol, que é o dia e nos dá a luz em teu nome.
Pois ele é belo e radioso com grande esplendor, e é teu símbolo, Altíssimo.
Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã lua e as estrelas, as quais formaste claras, preciosas e belas.

Louvado sejas, Senhor meu, pelo irmão vento, e pelo ar, pelas nuvens e o céu claro, e por todos os tempos, pelos quais dás às tuas criaturas sustento.
Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã água, que é tão útil e humilde, e preciosa e casta.

Louvado sejas, Senhor meu, pelo irmão fogo, por cujo meio a noite alumias, ele que é formoso e alegre e robusto e forte.

Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã, nossa mãe, a terra, que nos sustenta e nos governa, e dá tantos frutos e coloridas flores, e também as ervas.

Louvado sejas, Senhor meu, por aqueles que perdoam por amor a ti e suportam enfermidades e atribulações.

Benditos aqueles que sustentam a paz, pois serão por ti, Altíssimo, coroados.

Louvado sejas, Senhor meu, por nossa irmã, a morte corpórea, da qual nenhum homem vivo pode fugir.
Pobres dos que morrem em pecado mortal! e benditos quem a morte encontrar conformes à tua santíssima vontade, pois a segunda morte não lhes fará mal.
Louvai todos vós e bendizei o meu Senhor, e dai-lhe graças, e o servi com grande humildade!

(Francisco de Assis)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

S. Francisco de Assis - Oração da paz


Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!
Amém

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A simplicidade e a pureza: duas asas do homem para Deus


São Francisco de Assis agradecia a Deus até pelo cuidado das aves.
Ia São Francisco por um caminho agreste, com alguns companheiros, quando, numa árvore, viu um bando de pássaros que enchia o ar com a melodia encantadora de seus gorjeios.

Ao se lhe deparar tão belo quadro, São Francisco ficou maravilhado e disse:

– Esperai-me aqui na estrada que vou pregar às minhas irmãs aves.

E, aproximando-se da árvore, começou a falar a duas ou três avezinhas, que casualmente haviam pousado no chão. Imediatamente, todas as outras desceram de seus ramos e puseram-se, muito quietas, a escutar. E o santo dizia:

– Aves, minhas irmãs, muitos favores deveis a Deus e muito deveis louvá-lo, pois que Ele vos deu a liberdade de voar por toda parte, e as penas com que vos vestis, e o espaço que habitais. Vós não semeais, nem ceifais e, não obstante, Deus vos sustenta. E dá-vos a água dos rios e das fontes para a vossa sede. E os montes e os vales, para vosso refúgio. E as árvores altas e copadas para os vossos ninhos. E muito embora não saibais fiar nem coser, veste-vos Deus e a vossos filhos. Muito, sem dúvida, vos ama o Criador, visto que assim vos beneficia. Guardai-vos, portanto, minhas irmãs, do pecado da ingratidão. E timbrai sempre em louvar o Senhor.

Eram essas as bondosas palavras que São Francisco dirigia às aves que o rodeavam no caminho agreste.

Se as aves ouviram, com tanta devoção, a prédica do santo, por que não hás de ouvir, também, meu amigo e minha amiga, os bons e sábios conselhos dos mestres?

Lembra-te de que com duas asas o homem se eleva acima das coisas da terra: a simplicidade e a pureza.

A simplicidade deve consistir na intenção; a pureza, no afeto.

A simplicidade procura a Deus; a pureza o alcança. Nenhuma boa ação te causará embaraço, se, no íntimo, estiveres livre de afeições desordenadas.

Se nada mais desejares que o beneplácito de Deus e a utilidade do próximo, gozarás de absoluta liberdade interior.

Se o teu coração fosse reto, encontrarias em todas as criaturas um espelho de vida e um livro de santa doutrina.

Não há criatura tão pequena e tão vil, que não dê testemunhos da bondade de Deus.

(Lendas do Céu e da Terra – Malba Tahan – Edição integral – 1983 – pp. 21-22

S. FRANSCISCO DE ASSIS



S. Francisco rodeado das criaturas que ele considerava como irmãos, por serem obra do Divino Criador.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

CLARA DE ASSIS AMOU A IGREJA


Por amor a Cristo, que a fascinou e a quem se entregou para O contemplar, amar e imitar na pobreza, Clara de Assis amou também a Igreja e contribuiu para a sua renovação espiritual. As palavras que escreveu a Inês de Praga valem, sem dúvida alguma, também para ela: “Considero-te colaboradora do próprio Deus e um suporte dos membros mais débeis do seu Corpo Místico” (Santa Clara de Assis: escritos, biografia, documentos, 99). Na Regra, estabeleceu que ela e as irmãs permanecessem “sempre submissas e sujeitas aos pés da santa Igreja” e “firmes na fé católica” (Santa Clara…, 70-71). E no seu Testamento recomendou à Santa Igreja e ao Sumo Pontífice que ajudassem todas as suas “irmãs presentes e futuras”, para que elas se conservarem sempre fielmente no ideal da pobreza evangélica que prometeram a Deus “e ao nosso beatíssimo Pai Francisco” (Santa Clara…, 80).

Clara foi também reconhecida pela Igreja, nomeadamente por Papas e Cardeais, que aprovaram a sua entrega a Cristo, a apreciaram e ajudaram a seguir a sua vocação e a ordenar a comunidade das irmãs que a seguiam. Assim, em 1253, foi visitada pelo Papa Inocêncio IV, que nessa época residia em Assis. Este Papa, “que reconheceu a vida de Clara como superior à de qualquer mulher do seu tempo, não hesitou em honrá-la na hora da sua morte com a sua visita”. Clara manifestou-lhe grande devoção e pediu-lhe que lhe concedesse o perdão dos seus pecados. O Papa respondeu: “Oxalá eu não precisasse mais de tal graça”, e concedeu-lhe a absolvição total e a bênção, o que deixou Clara exultante de alegria por ter podido ver o representante do Senhor sobre a terra (Santa Clara…, 165-166).

A opção radical de Clara para seguir Cristo na pobreza e na virgindade e o testemunho da sua vida extraordinária marcaram o seu tempo e suscitaram em muitos o desejo de a imitar. Assim se conta na sua “Legenda”: “A fama da santidade da virgem Clara espalhou-se rapidamente pelas regiões circunvizinhas, e de toda a parte acorreram mulheres seduzidas pela fragrância do seu perfume. (…) Todas pretendiam seguir a Cristo em fervorosa emulação. Todos desejavam partilhar desta vida evangélica que o exemplo de Clara inspirava” (Santa Clara…, 131-132). Esta mulher atraía assim muitas pessoas para Cristo e para a vida evangélica, não apenas as que entravam no mosteiro mas também outras que seguiam a Cristo nas próprias situações de vida.

“A fonte de bênçãos celestes” que rebentou em Assis, isto é, o movimento espiritual suscitado por Francisco e Clara, transformou-se em torrente, refere a “Legenda”, e com os seus braços alegrou “a cidade de Deus” (cf Sl 45,5), ou seja, a Igreja. Clara tornou-se luz para o mundo e ganhou muitas almas para Cristo: “O cultivo da castidade cresce imenso no meio do mundo e, seguindo o caminho traçado por Clara, o estado virginal readquiriu novo interesse aos olhos de toda a gente. Tal abundância de flores cultivadas por Clara, transformou a Igreja numa autêntica primavera de renovação, realizando-se o que ela mesma para si implorou. ‘confortai-me com flores, fortalecei-me com frutos, porque desfaleço de amor’ (Ct 2,5)” (Santa Clara…, 133).

Tomás de Celano testemunha que entre Clara e as irmãs clarissas domina de uma tal maneira e acima de tudo a virtude da mútua e contínua caridade que “as une de tal modo nas suas vontades que, mesmo numa fraternidade de quarenta ou cinquenta pessoas, como são em alguns lugares, a identidade do querer e do não querer faz de todas elas uma só alma”. Comentado estas palavras, Chiara Lubich, que também se considerou herdeira espiritual da santa de Assis e da qual adoptou o nome, escreve: “Se assim é, compreende-se como aquele rasto de luz que Santa Clara deixou atrás de si tenha chegado até nós agora, apaixonando-nos e fomentando nos nossos corações o desejo de não deixar senão o mesmo rasto atrás de nós. Esse rasto de luz não era outra coisa que a presença de Cristo que vivia nela e entre as clarissas. As suas vidas, que tiveram o seu ponto de partida na pobreza, confluiram para aqui: no viverem o Corpo místico, no viverem a Igreja” (Cristo dispiegato nei secoli, 42-43).

O perfume da vida e da herança espiritual de Clara de Assis continua a expandir-se na Igreja. Brotam novos frutos quer pelo seu exemplo e inspiração quer pelas suas irmãs clarissas, que a imitam na entrega total a Cristo, na vida de pobreza, na fraternidade e na oração incessante pela Igreja e pelo homens.

Padre Jorge Guarda/canção nova

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O AMOR NA NATUREZA

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender.
E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.
(Nelson Mandela)

Num Zoológico na Califórnia essa Tigresa deu cria a 3 tigrinhos que infelizmente não resistiram as complicações da gravidez e morreram logo após o nascimento.
A Mãe-Tigresa depois de se recuperar do parto, começou a piorar seu estado de saúde, mesmo que fisicamente ela estivesse bem.
Os veterinários sentiram que a perda da cria causou uma profunda depressão na tigresa.
Os médicos decidiram que se a tigresa adotasse a cria de uma outra mae, talvez melhoraria.
Após checar com vários zoológicos pelo país,
tiveram a triste noticia de que não havia nenhuma cria de órfãos tigrinhos na mesma idade para levar para a mãe tigresa.
Os veterinários então decidiram tentar algo que nunca teria sido tentado antes em um zoológico.
Às vezes a mãe de uma espécie cuida dos filhotes de uma diferente espécie.
Os únicos órfãos que puderam ser encontrados rapidamente foram as crias de uma porquinha.
Os funcionários do Zoológico e os veterinários
revestiram os porquinhos em pele de tigre e colocaram os bichinhos ao redor da mãe tigre.
Eles virariam a cria da tigresa ou lombinho???

Dê uma olhada... você não vai acreditar nos seus olhos!

sábado, 16 de outubro de 2010

Religião: 7



FELINOS DOMÉSTICOS




Animal: 5




Para mim os gatinhos são irresistíveis!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A mãe e o filhote


È impossível ficar indiferente a estas imagens de ternura que encontramos nos animais.
Confesso que me comovo e recordo S. Francisco de Assis com muito carinho.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CHIARA LUCE - uma santa do século XXI


CHIARA LUCE - uma santa do século XXI - morreu em 1990 com 18 anos,desportista, fazia parte do movimento Focolares em Itália
Beatificada pelo Papa Bento XVI em 25 de Setembro de 2010